terça-feira, 27 de abril de 2010

A expressividade do sorriso.



O sorriso não é o mesmo que o riso. Separa-os um fosso tão grande como o que separa as lágrimas silenciosas, diante de um desgosto, dos gritos histéricos e lancinantes de quem não sabe dominar-se. Bergson escreveu: “O riso é algo que irrompe num estrondo e vai retumbando como o trovão na montanha, num eco que, no entanto, não chega ao infinito”. O sorriso, pelo contrário é silencioso como chuva mansa que cai e fertiliza a terra ou como brisa suave que acaricia e refresca o rosto. Enquanto o riso é extroversão, o sorriso desvenda delicadamente o interior de quem sorri.O poder do sorriso é grande, e saber sorrir é algo de muito importante. Antoine de Saint-Exupéry diz: “No momento em que sorrimos para alguém, descobrimo-lo como pessoa, e a resposta do seu sorriso quer dizer que nós também somos pessoa para ele”.O sorriso traduz, geralmente, um estado de alma; é um convite a entrar na intimidade de alguém, a participar do que lhe vai no íntimo. É por isso que o homem é o único animal que sorri; e, como é dotado de inteligência e vontade, pode sorrir quando tudo vai bem ou sorrir mesmo que as coisas corram menos bem – tudo se resume na harmonia interior.O sorriso é o que primeiro acontece quando um rapaz e uma rapariga se olham e se enamoram. Não sabem explicar por que se enamoram, mas é-lhes impossível deixar de sorrir um para o outro, num sorriso cúmplice de quem não precisa de palavras para dizer o que sente. Se o enamoramento continua vem a fase em que, juntos, acham graça a tudo, sem prestarem atenção a nada do que os rodeia. Então, por vezes o seu sorriso muda-se em riso estrondoso, mas cristalino manifestando toda a força da sua juventude. Se o enamoramento leva ao namoro e este ao amor que conduz ao casamento estável, então saber sorrir é fundamental para vencer o desgaste da rotina do dia a dia e para evitar o afastamento de dois seres que, vivendo muito perto, estão interiormente afastados – não estão em sintonia.É pois muito importante saber sorrir. Um sorriso pode dissipar uma angústia, se for simpático, ou aumentá-la se for sarcástico; pode estimular um trabalho, se for de aprovação, ou desanimar quem trabalha se for cínico; pode criar uma amizade, se for sincero e transparente, ou um afastamento se for hipócrita; pode humilhar de modo irreversível se não for autêntico e espontâneo.O sorriso pode ser um grande auxiliar na educação. Não o sorriso que pactua com a asneira, mas o sorriso que acompanha uma repreensão justa e que mostra ao visado que, apesar da dureza e firmeza da repreensão, há amizade e compreensão.Sorrir, porém, pode ser uma tarefa difícil. A dor e o cansaço tornam, por vezes, o sorrir muito árduo. Se há fortaleza interior então há sorriso, mas dorido. Perguntaram um dia a uma doente em grande sofrimento: “Como te sentes?”. A resposta foi desconcertante: com um sorriso-dorido respondeu: “dói-me tudo”.Mas como anda desvirtuado o sorriso! Será que podemos chamar sorriso o que vemos no rosto dos que assinam os “tratados de paz e cooperação”? Não, o que vemos não passa de um esgar.E termino com uma frase que vinha num calendário de bolso que me deram: “Não critique, ajude; não grite, converse; não acuse, ampare e… não se irrite, sorria”.




“Como é que consegue estar sempre sorrindo, o que faz para estar sempre tão contente?”, perguntaram não há muito tempo a uma mulher famosa e bastante sensata.E ela explicou que também tinha, como todo a gente, os seus momentos de tristeza, de cansaço, de inquietude, de mal-estar.“Mas conheço o remédio para esses momentos: sair de mim mesma, interessar-me pelos demais, compreender que aqueles que nos rodeiam têm o direito de nos ver alegres”.“Penso que quando sorrio e me mostro alegre passo felicidade aos demais. E, ao passar essa felicidade, acontece como que um reflexo, que traz mais felicidade para dentro de mim também”.Creio que quem não está sempre somente preocupado com sua própria felicidade e se dedica a ajudar na procura da felicidade dos outros, acaba por encontrar a sua própria, assim, quase sem se dar conta!Por isso, as pessoas que se esforçam por sorrir mesmo sem motivos, acabam por ter motivos para sorrir.- E isso não é vontade de se enganar a si mesmo? Para sorrir você deve alcançar um estado tal que a alegria possa invadir o seu coração. Caso contrário, isso é como uma máscara, é falso.O bom humor é uma vitória sobre o próprio medo e a própria debilidade. As pessoas mal humoradas escondem sua insegurança ou sua angústia atrás de um semblante brusco e distante, e com o tempo isso acaba tornando-se um hábito e se converte em um traço de seu carácter. Quando isso acontece, é bem mais difícil que o bom humor saia naturalmente, mas isto só ocorre porque esta pessoa alterou o que é da própria natureza humana, ou seja, a alegria. Desta forma, deverá esta pessoa sair desse círculo vicioso, e isto não será antinatural, muito pelo contrário: é o que pede a natureza.- Mas falas dos efeitos de medos e debilidades, e medos e debilidades todos temos…Precisamente por isso, a diferença entre uns e outros está no modo de os enfrentar. O sensato é fazê-lo com um pouco de bom humor, rindo-se um pouco de si mesmo se for necessário.Tudo o que se faz sorrindo sempre nos ajuda a sermos mais humanos, a moderar as nossas tendências, a sermos mais capazes de compreender os demais e até a nós mesmos.É uma grande sorte ter ao redor pessoas que sabem sorrir.E o sorriso é algo que cada um tem que construir pacientemente na sua vida.- Construir? Com quê?Com equilíbrio interior, aceitando a realidade da vida, querendo aos demais, saindo de si mesmo, esforçando se por sorrir mesmo que não tenha muita vontade como já dissemos antes. É algo que deve ser praticado com constância.- Mas não se pode encarar tudo na vida com bom humor. Existem muitas coisas que não têm nenhuma graça…Mas, mesmo que não tenham nenhuma graça, sempre se pode tirar delas algum ensinamento, algum bem, mesmo que seja difícil de encontrar e demoremos anos para entender. Em algumas situações, pode ser útil desenvolver a capacidade de aplicar o bom humor para neutralizar a carga trágica das contrariedades.






Sou um eterno curioso sobre este estudo "A expressividade Do Sorriso" orientado pelo Prof. Freitas-Magalhães, que tem sido inovador na área da Psicologia em Portugal e além fronteiras.

Negócio transcendental


Vende-se alma solitária, de fino trato e ressentida, alma fria mas transbordante de emoções, um corpo imaterial que tanto faz parte de mim mas que tanto desejo tem de ser cuidada, precisa de o ser, muito bem cuidada, alma solitária, sensível e envolvente, única e pessoal, minha alma é-o a parte inseparável de mim que acompanhará com tudo que ela me transforma e muito tem de dar a quem a deseja ter.

Vendo a minha alma, a quem não seja mau diabo, a crise quando nos aperta leva-nos a isso, vender aquilo que por vezes muitos tão pouco desejam mas faltam as almas que tão precisas serão, mas uma alma que deseja reconforto, paz, harmonia, vendo a minha alma, não o meu corpo, que assim diriam que me ando oferecer e outros nomes diriam pelo que fazia, isso não! Mais vale vender almas. :)

Ninguém as quer, pelo valor baixo que possa a tabelar, é uma alma de grande valor, infindável para mim, aceitam-se propostas para negociar mas não a troco por nada, pois nesta única e tão diferente, ela marca a sua diferença no mundo das almas
Muitas almas as há, mas o orgulho desta, demonstra que na unicidade dela própria, que quem a desejar ficará com a maior retribuição da vida, a sensibilidade que ela demonstra é tão rara neste mundo que quem fez nascer esta alma muito contribuiu para que uma vida fosse plena no seu sentido e muito dará a outros.

Nestas épocas não me posso negar a vendê-la, pode ser pecado, mas tão pura que é, alguém a desejará, pois as virtudes dela própria diz que quem com ela ficará, rico será no seu espírito, que por vezes até a nossa pobreza nos invade e precisamos de alguém que invista nela. A crise também aperta nas profundezas d'alma.
Poderíamos envolver-nos nesse mundo, das almas e dizer, aqui está a minha aberta a quem a quiser acolher, quem deseja adoptar uma pequena e infinita alma que tanto dá de si a este ou outro mundo, não se sabe, mas, vê-se que ela própria vagueia perdida por nós e achada por mim.

Caçadores de almas, que procuram assim preencher o seu ser, nunca ficarão desiludido com a profundidade dela própria

Esta alma caridosa que se dá e entrega de vivalma, oferece o lado mais humano e transcendental, demonstra a profundidade do maior ser de todas as almas e dá tudo o que este imaterial ser pode dar.

Alma que merece ser descobrida e assim se pode ler aquilo que ela possui, uma bondade universal e acolhedora do lado mais sensível de todas as almas, transparece pureza que este meu corpo pode ter, o meu lado mais puro.

Mas quem quer almas? Uma alma por vezes ressentida, que por vezes necessita ao maior cuidado de ser confortada, mas muito terá para entregar, sim, de uma entrega imensa que por vezes faz a mais grandiosa de todas as almas.

Alminhas, assim se procuram para podermos ter a nossa essência na nossa forma mais preenchida. Não a empresto por nada, pois não sei os cuidados que lhe darão, o que me garanta assim que possa vender esta pobre alma que quem a acolher faça-o da maior ternura que ela merece.

Não será a Satanás que me deixarei apoderar dela, mas à santa pessoa que deseja possuir a beleza desta humilde alma.

Não existe valores, pois o mercado das almas pode ser variável, assim entrarei em negociações… mas não garanto passar recibo! :)




segunda-feira, 26 de abril de 2010

A protecção da vida!



Vou eleger este slogan a todos nós:

Quer viver... use protecção!

Nós nunca estamos protegidos de nada na vida, teremos de ter e tomar as nossas precauções a que nada de grave possa ocorrer, mas não conseguimos controlar cada situação com que nos fazemos deparar. Assim que, a vida também exige prevenção, e isto é bastante verdadeiro, todos nós precisamos de estar prevenidos para os percalços dela própria.

É garantido que a prevenção pode não evitar que as coisas ocorram, mas em certo ponto pode amenizar, e isso é que é preciso para que não soframos as consequências, de na forma mais trágica e que nos pode trazer grandes transtornos e por vezes até limitar uma vida.

Como em tudo nós só pensamos em como atacar a doença, passe-se o exemplo, fixamo-nos demasiado nisso, que até certo ponto é importante, mas, esquecemo-nos da prevenção, e isto é que deveria a ser o essencial, pois se isto fosse praticado, a ocorrência delas seria de um nível mais bastante inferior. Assim é que a nossa aposta deveria incidir aqui, mas assim acho que estamos a revelar mais as nossas preocupações nos casos limites, que o merecem, mas sem um caminho por trás disso assim seria de uma prevalência menor.

Confesso-me fico-me estupefacto e para mim por vezes torna-se inacreditável quando alguém me diz que não apanho isso porque, sou assim ou assado, para mim são palavras que não revelam sensatez nenhuma, podemos nós prever isso? Podemos sim precaver-nos. Nada nos garante que estejamos livres de alguma coisa, por mais que tentemos levar a vida de uma forma mais correcta, qualquer fatalidade pode ocorrer, então assim que seja, com as nossas reservas vamos assim olhando para as coisas, na forma e na nossa prática fazendo para minimizar a que qualquer erro seja assim revelador de consequências que dê os problemas a que a eles podem estar associados.

Viver a vida com reservas é o melhor que podemos fazer, pois nela nunca sabemos o que nos pode demonstrar, e se algo para que possa ocorrer assim digo que para tudo na vida deveremos cuidar da nossa prevenção. Só que por muitas vezes o risco abstrai-nos de tudo e toma conta de nós, fala mais alto e assim faz-nos esquecer que para tomar certas coisas precisamos de estar de pés bem assentes, assim que pode-se com uma tomada de risco bem prevenida ser a acção que necessitamos, mas com a prevenção assumida, tudo será menos gravoso se algo de imprevisto ocorrer.

Para que nos previnamos na vida, que muito há que nos quer bem apanhar quando estamos desprevenidos, e ao mínimo erro poderá ser fatal, e se não tomamos a acções adequadas para minimizar isto, seremos nós responsabilizados por isso, e esta é a nossa vida, temos de lhe dar o seu valor, e assim viveremos mais seguramente, concerteza!

Que nos sintamos protegidos é a forma de nos sentirmos seguros, conseguimos desfrutar ao máximo dela própria e retirar o que desejamos, e muito tem para nos dar, nunca nos esquecendo da nossas reserva que deveremos sempre colocar em atenção.

A vida não é uma doença mas pode-se tornar, por isso estejam bem prevenidos!

sábado, 24 de abril de 2010